Daquilo que se passa por detrás do meu pensar,
Enquanto o riso ilumina tudo quanto é escuridão
Me carregando para longe de qualquer ruim situação
E ocultando tudo quanto é coisa para me maltratar;
Ali você, seu vulto vil num canto escuro a sorrir,
Tal qual estrela distante que talvez nem mais exista,
Lança em mim os seus antigos negros raios sem luzir,
Vem me apagando todo riso e gritando: -Vai, desista!
-Não, já chega, estou farto de desistir!
Nada pode ser pior que continuar a fugir!
Fui então de encontro a ela
E quanto mais me aproximava,
Percebia que nada era tanto
Como de longe se via.
De perto a estrela já não mais brilhava,
E eu ria, sorria, só ria.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Confusão
Penso eu na tristeza da solidão, no amor das pessoas, na alegria dos dias coloridos e nas moléculas que formam pedras e cerebelos. Tanta coisa me passa, e eis que me vem o tempo, e eis que me vem saudade, e tanta coisa me vem... de onde vem? Por que é que vem?
Olhamos árvores, pedras, animais, religiões, enfim, olhamos o universo inteiro e queremos que tudo nele funcione como funcionamos nós.
Definimos tudo, e tudo tem que ter um sentido e uma razão; tanto fizemos pra definir tudo quanto é coisa e dar razão e sentido em tudo que só devia existir e ponto, que vivemos nesse sem-saber-porque, sem-saber-de-onde.
Olhamos árvores, pedras, animais, religiões, enfim, olhamos o universo inteiro e queremos que tudo nele funcione como funcionamos nós.
Definimos tudo, e tudo tem que ter um sentido e uma razão; tanto fizemos pra definir tudo quanto é coisa e dar razão e sentido em tudo que só devia existir e ponto, que vivemos nesse sem-saber-porque, sem-saber-de-onde.
domingo, 21 de dezembro de 2008
Lançador
Me vem o amor que sinto e certamente saberás.
Sentes o mesmo, ainda ou mais, e a alegria tomara conta de todo meu ser, e ele, inundado pela alegria, desesperadamente te puxará comigo pro fundo e afogar-te-a.
Não sentes o mesmo, ainda ou mais, e certamente que a tristeza me invadirá por todos os lados e eu ficarei ilhado, jogando garrafas e papiros e palavras ao mar.
O meu blog é negro; negro como esse mar de tristeza.
Minhas palavras são brancas; brancas como a esperança que fica cada vez que se lança uma garrafa e um papiro ao mar.
Quem encontrará?
Nunca se sabe.
Quem entenderá?
Talves ninguém.
E ao fim, quando o mar de tristeza não for mais que um mar de garrafas e papiros e palavras, irei eu desvairadamente me indagar:
-Quem os lançou todos?
E não saberei me responder.
Sentes o mesmo, ainda ou mais, e a alegria tomara conta de todo meu ser, e ele, inundado pela alegria, desesperadamente te puxará comigo pro fundo e afogar-te-a.
Não sentes o mesmo, ainda ou mais, e certamente que a tristeza me invadirá por todos os lados e eu ficarei ilhado, jogando garrafas e papiros e palavras ao mar.
O meu blog é negro; negro como esse mar de tristeza.
Minhas palavras são brancas; brancas como a esperança que fica cada vez que se lança uma garrafa e um papiro ao mar.
Quem encontrará?
Nunca se sabe.
Quem entenderá?
Talves ninguém.
E ao fim, quando o mar de tristeza não for mais que um mar de garrafas e papiros e palavras, irei eu desvairadamente me indagar:
-Quem os lançou todos?
E não saberei me responder.
sábado, 13 de dezembro de 2008
Que nada seja breve!
O ano novo mais um vez aproxima-se;
aproxima-se gritando que o passado é mais forte, que o tempo não para e é breve.
Breve mesmo?
No dia 31, ao inicio do soar das doze badaladas que separam os anos, foi lá que você parou pra olhar a vida e o que te veio foi passado, e o que te veio foi lembrança... E o que te vinha? O que te vinha?
Nesse meio confuso de sentimentos abstratos (esperanças, planejamentos, lembranças e mais lembranças), foi ai que você resolveu enfim parar pra observar a vida; num instante só te veio aos olhos tudo quanto foi possível vir aos olhos, e eles, fechados até então, confundiram-se, confundiram-no.
Breve!
Se há um bom planejamento ao ano que surje, se há um bom pedido, é que os olhos estejam sempre abertos e que nada seja breve. Nada!
aproxima-se gritando que o passado é mais forte, que o tempo não para e é breve.
Breve mesmo?
No dia 31, ao inicio do soar das doze badaladas que separam os anos, foi lá que você parou pra olhar a vida e o que te veio foi passado, e o que te veio foi lembrança... E o que te vinha? O que te vinha?
Nesse meio confuso de sentimentos abstratos (esperanças, planejamentos, lembranças e mais lembranças), foi ai que você resolveu enfim parar pra observar a vida; num instante só te veio aos olhos tudo quanto foi possível vir aos olhos, e eles, fechados até então, confundiram-se, confundiram-no.
Breve!
Se há um bom planejamento ao ano que surje, se há um bom pedido, é que os olhos estejam sempre abertos e que nada seja breve. Nada!
domingo, 7 de dezembro de 2008
Eu, eu mesmo e sabe-se lá quem mais
Penso: -Como posso viver tendo esse coração que pesa o que a maturidade não pode sustentar?
Escrevo: -Que me importa a maturidade tendo em vista o meu amar eterno amar?
Lêem: -Que me importa?
Escrevo: -Que me importa a maturidade tendo em vista o meu amar eterno amar?
Lêem: -Que me importa?
Era um daqueles finais de tarde onde o sol brilha num canto e a chuva cai de mansinho no outro. A enxurrada que descia, descia simplesmente.
Fiz meu barco com uma folha de caderno e joguei-o:
-Vá, avise ao sol que logo eu chego, não tardo. Aqui a chuva me agrada (mesmo?).
E foi o barco, descendo rua abaixo com suas linhas laterais azuis, suas rebarbas de folha arrancada, descendo apressado, descendo, descendo, rápido de mais... afundou.
Era uma daquelas madrugadas escuras mas o sol brilharia dentro de poucas horas. A vida corria e corria simplesmente.
Formulei meus pensamentos com a pouca experiência que tenho e vaguei por entre eles:
-Estou triste ou feliz? Já nem sei.
E continuaram mesmo assim, todos eles, madrugada adentro, com seus traços arcaicos e futuristas, correndo apressados, fluindo, fluindo cada vez mais fortes e intensos, tanto que de mais... dormi.
Fiz meu barco com uma folha de caderno e joguei-o:
-Vá, avise ao sol que logo eu chego, não tardo. Aqui a chuva me agrada (mesmo?).
E foi o barco, descendo rua abaixo com suas linhas laterais azuis, suas rebarbas de folha arrancada, descendo apressado, descendo, descendo, rápido de mais... afundou.
Era uma daquelas madrugadas escuras mas o sol brilharia dentro de poucas horas. A vida corria e corria simplesmente.
Formulei meus pensamentos com a pouca experiência que tenho e vaguei por entre eles:
-Estou triste ou feliz? Já nem sei.
E continuaram mesmo assim, todos eles, madrugada adentro, com seus traços arcaicos e futuristas, correndo apressados, fluindo, fluindo cada vez mais fortes e intensos, tanto que de mais... dormi.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Eu só sei viver por fora
Vejo meu futuro longe como quem olha estrelas a olho nu, pequenas e misteriosas (a olho nu e talvez, ainda, meio cerrados).
Meu passado eu vejo perto como quem tem em mãos uma lente poderosíssima que deixa tudo que é pequeno, enorme e assustador.
E a consciência disso, de que me vale se ela me toca mas eu não a toco?
Meu passado eu vejo perto como quem tem em mãos uma lente poderosíssima que deixa tudo que é pequeno, enorme e assustador.
E a consciência disso, de que me vale se ela me toca mas eu não a toco?
Eu nunca paro
Quem me conheceu soube que eu distribuo a minha presença aos presentes e derrepente... desapareço.
Quem me conhece sabe que eu necessito estar sozinho as vezes ou em outras companhias. Mas sempre volto com novidades.
Quem me conhecerá, é bom que saiba escolher bem as melhores conjugações em primeira pessoa, desse verbo singular e intransferível - conhecer.
Quem me conhece sabe que eu necessito estar sozinho as vezes ou em outras companhias. Mas sempre volto com novidades.
Quem me conhecerá, é bom que saiba escolher bem as melhores conjugações em primeira pessoa, desse verbo singular e intransferível - conhecer.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Blog, blog meu...
-Blog, blog meu, tem alguém mais depressivo nesse mundo do que eu?
-Querido, mais que tu é impossível.
Não por menos, tu que traístes, tu que não estudastes. Resta-te ficar pelas noites a lamentar a vida (desgraçada pelas tuas próprias mão). Tu infeliz, tu que tens tudo, que ouvistes da boca da amada que eras tudo que ela sonhava. Tu imbecil, que ouvira de todos o tamanho da capacidade que tens. E o que fez com tudo isso? Enfiastes sabes onde.
Sabe o que mais, meu caro, mais infeliz que tu, mais depressivo que tu, sim, existe no mundo:
Eu, teu blog, que obrigas dia após dia a ouvir teus lamentos infantis.
Planeja-te a vida e rebaixa-te na tabela depressiva. Cresce, meu caro.
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
Assim, também me rebaixarás e quem sabe eu volto a ser o blog do início, da alegria e do amor pleno. Estou farto e qualquer hora me deleto.
-Querido, mais que tu é impossível.
Não por menos, tu que traístes, tu que não estudastes. Resta-te ficar pelas noites a lamentar a vida (desgraçada pelas tuas próprias mão). Tu infeliz, tu que tens tudo, que ouvistes da boca da amada que eras tudo que ela sonhava. Tu imbecil, que ouvira de todos o tamanho da capacidade que tens. E o que fez com tudo isso? Enfiastes sabes onde.
Sabe o que mais, meu caro, mais infeliz que tu, mais depressivo que tu, sim, existe no mundo:
Eu, teu blog, que obrigas dia após dia a ouvir teus lamentos infantis.
Planeja-te a vida e rebaixa-te na tabela depressiva. Cresce, meu caro.
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
Assim, também me rebaixarás e quem sabe eu volto a ser o blog do início, da alegria e do amor pleno. Estou farto e qualquer hora me deleto.
domingo, 23 de novembro de 2008
A consequência perfeita do amor em mim
Palavras, sempre as mesmas.
Pessoas, sempre outras.
Como posso eu cantar então
Se não em vão?
Cantei seus lindos olhos um dia
Para que eles imortalizassem;
Mas só imortaliza o que morre!
Eu os matei!!
Preso pelas grades dos versos
A quem nada pode libertar
Se não com versos!
Cerra-me uma grade, põe duas na frente.
A quem hei de escrever
Sem que eu mate, se não,
Dia após dia, apenas os versos
Que não se sustentam
Tamanho o amor que nunca tem fim?
Pessoas, sempre outras.
Como posso eu cantar então
Se não em vão?
Cantei seus lindos olhos um dia
Para que eles imortalizassem;
Mas só imortaliza o que morre!
Eu os matei!!
Preso pelas grades dos versos
A quem nada pode libertar
Se não com versos!
Cerra-me uma grade, põe duas na frente.
A quem hei de escrever
Sem que eu mate, se não,
Dia após dia, apenas os versos
Que não se sustentam
Tamanho o amor que nunca tem fim?
terça-feira, 18 de novembro de 2008
...
Se quer algo fantástico, leia Fernando Pessoa - como faço eu agora.
Se quer a monotonia de um despreparado, leia o blog inteiro.
Se quer a monotonia de um despreparado, leia o blog inteiro.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Poema pra esquecer
Ah!! sim, a lua, vamos cultua-la.
Ah!! sim, as flores, a natureza, quanto são belas.
Ah!! sim, o casto amor da donzela.
Tudo é tão lindo, fácil, comum.
Ah!! não, as negras nuvens que também querem ser vistas.
Ah!! não, o pé que esmaga a flor, a mão que faz tudo ir ao chão.
Ah!! não, a donzela por dentro é um labirinto só.
Tudo é tão antipático, complexo, comum .
Lindo, fácil, complexo, antipático, comum,
Nem quero o sim, nem quero o não, nem quero nada
A não ser estar sozinho, esta noite, livre de tudo
E se possível, até de mim.
Ah!! sim, as flores, a natureza, quanto são belas.
Ah!! sim, o casto amor da donzela.
Tudo é tão lindo, fácil, comum.
Ah!! não, as negras nuvens que também querem ser vistas.
Ah!! não, o pé que esmaga a flor, a mão que faz tudo ir ao chão.
Ah!! não, a donzela por dentro é um labirinto só.
Tudo é tão antipático, complexo, comum .
Lindo, fácil, complexo, antipático, comum,
Nem quero o sim, nem quero o não, nem quero nada
A não ser estar sozinho, esta noite, livre de tudo
E se possível, até de mim.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Conversa fiada
-Qual a diferença entre o que se cria e o que se lembra?
-Já reparou que os sonhos são sempre lembranças?
Lembranças de algo que se criou dentro da gente?
-E uma conversa como essa?
-Que tem a conversa?
-Já reparou que nada mais é do que frases criadas sabe-se lá como
com sequências de sabe-se lá o que se lembra?
-E a vida?
-Que tem a vida?
-Tudo isso!
-E qual é a diferença entre o que se cria e o que se lembra?
-Posso criar uma resposta agora,
mas você se lembrará amanhã do que eu disser?
-Não lembrarei da conversa, talves, mas lembrarei da cena
e posso criar uma conversa que não houve;
- Como saberá que esta criando e não lembrando?
-Lembrou-se de perguntar isso ou criou?
-Não sei, talves os dois.
- Eu também não, talves os dois também.
-Já reparou que os sonhos são sempre lembranças?
Lembranças de algo que se criou dentro da gente?
-E uma conversa como essa?
-Que tem a conversa?
-Já reparou que nada mais é do que frases criadas sabe-se lá como
com sequências de sabe-se lá o que se lembra?
-E a vida?
-Que tem a vida?
-Tudo isso!
-E qual é a diferença entre o que se cria e o que se lembra?
-Posso criar uma resposta agora,
mas você se lembrará amanhã do que eu disser?
-Não lembrarei da conversa, talves, mas lembrarei da cena
e posso criar uma conversa que não houve;
- Como saberá que esta criando e não lembrando?
-Lembrou-se de perguntar isso ou criou?
-Não sei, talves os dois.
- Eu também não, talves os dois também.
domingo, 26 de outubro de 2008
Se eu fosse Drummond
José, morra de inveja
E agora, André?
A festa não acabou (e nem vai acabar),
a luz não apagou (e nem vai apagar),
o povo ainda esta aqui (não tem hora pra ir),
faz um calor de rachar (é verão),
e agora, André?
e agora, eu mesmo?
No meio do caminho meu
No meio do caminho tinha uma festa
tinha uma festa no meio do caminho
tinha uma festa
no meio do caminho tinha uma festa.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de meus ouvidos tão fatigados.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma festa
tinha uma festa no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma festa.
Quadrilha menor
André amava Ele próprio que amava Ele mesmo
que se amava também
André foi pra todos os cantos, Ele próprio saiu para vida,
Ele mesmo andou pelo mundo e se casou com uma linda mulher
que ainda não tinha entrado na história.
E agora, André?
A festa não acabou (e nem vai acabar),
a luz não apagou (e nem vai apagar),
o povo ainda esta aqui (não tem hora pra ir),
faz um calor de rachar (é verão),
e agora, André?
e agora, eu mesmo?
No meio do caminho meu
No meio do caminho tinha uma festa
tinha uma festa no meio do caminho
tinha uma festa
no meio do caminho tinha uma festa.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de meus ouvidos tão fatigados.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma festa
tinha uma festa no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma festa.
Quadrilha menor
André amava Ele próprio que amava Ele mesmo
que se amava também
André foi pra todos os cantos, Ele próprio saiu para vida,
Ele mesmo andou pelo mundo e se casou com uma linda mulher
que ainda não tinha entrado na história.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Olhares
Olhei a janela e observei ângulos retos,
e a cortina, de um tecido alemão, estava presa ao meio.
Olhei pra fora, carros, motos, caminhões,
pessoas, pessoas e pessoas que passavam.
Olhei pra dentro, a tv que consumia kilowats
e o jornal que predizia o tempo.
Fechei os olhos e me lembrei do sorriso dela,
linda, linda, linda...
Abri os olhos, olhei a janela e obervei ângulos retos...
e a cortina, de um tecido alemão, estava presa ao meio.
Olhei pra fora, carros, motos, caminhões,
pessoas, pessoas e pessoas que passavam.
Olhei pra dentro, a tv que consumia kilowats
e o jornal que predizia o tempo.
Fechei os olhos e me lembrei do sorriso dela,
linda, linda, linda...
Abri os olhos, olhei a janela e obervei ângulos retos...
terça-feira, 14 de outubro de 2008
¿?
Meu coração nada mais é que o encontro de duas interrogações opostas;
Duas faces onde uma ainda és tu que tomas conta e a outra
É o mundo inteiro que preenche.
Que pode contra ti o mundo se sozinha ainda ocupas a metade do meu ser?
Que há no mundo que possa irromper em teu lado e expulsar-te?
Duas faces onde uma ainda és tu que tomas conta e a outra
É o mundo inteiro que preenche.
Que pode contra ti o mundo se sozinha ainda ocupas a metade do meu ser?
Que há no mundo que possa irromper em teu lado e expulsar-te?
Destino tour
-Pare aqui!, gritava eu, já nervoso por não ver meu pedido atendido de início; gritava a horas.
-Mas o senhor até agora estava calado, disse ele, com uma expressão confusa; não estava entendendo nada.
Calei-me. Quem agora estava confuso era eu. Jurava ter gritado durante muito tempo, até o fôlego me faltava. Estaria eu delirando?
Ele parou.
Olhei ao redor e vi que não era ali o meu destino. Respirei fundo e disse:
-Segue!
E ele seguiu.
-Mas o senhor até agora estava calado, disse ele, com uma expressão confusa; não estava entendendo nada.
Calei-me. Quem agora estava confuso era eu. Jurava ter gritado durante muito tempo, até o fôlego me faltava. Estaria eu delirando?
Ele parou.
Olhei ao redor e vi que não era ali o meu destino. Respirei fundo e disse:
-Segue!
E ele seguiu.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Alusão a um príncipe não muito grande
"Uma vez ou outra a gente se distrai e basta isso! Esqueceu uma noite a redoma de vidro ou o carneiro saiu de mansinho, sem que fosse notado..."
Eis o que sucedeu.
Eis o que sucedeu.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Vestígios
Vejo aqui os vestígios do que foi um dia,
As árvores cortadas e os vasos quebrados,
As flores pisadas e a fonte que jaz seca, caída, esquecida.
O mato que toma conta é a única coisa que ainda tem vida,
Mesmo eu que ali estou, nada mais sou
Que algo que jaz também,
Mais seco, mais morto e mais esquecido que a própria fonte.
Que fez com tua parte? Incendiou e mudou-se.
Agora colhe teus frutos em outro lugar.
Será teu amor um amor primitivo
Ou nada mais és que vulgar?
De que me vale indagar tanto isso ainda?
Ainda não sei... E eu?
E eu ali esquecido, que um raio me parta,
Que o fogo consuma meu corpo e me faça pó;
E quando não houver mais vestígios de mim,
Que se mude o jardim e ache outra pessoa.
As árvores cortadas e os vasos quebrados,
As flores pisadas e a fonte que jaz seca, caída, esquecida.
O mato que toma conta é a única coisa que ainda tem vida,
Mesmo eu que ali estou, nada mais sou
Que algo que jaz também,
Mais seco, mais morto e mais esquecido que a própria fonte.
Que fez com tua parte? Incendiou e mudou-se.
Agora colhe teus frutos em outro lugar.
Será teu amor um amor primitivo
Ou nada mais és que vulgar?
De que me vale indagar tanto isso ainda?
Ainda não sei... E eu?
E eu ali esquecido, que um raio me parta,
Que o fogo consuma meu corpo e me faça pó;
E quando não houver mais vestígios de mim,
Que se mude o jardim e ache outra pessoa.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Tempo
Ah esse tempo estranho que insiste em imitar-me (frente fria, chuva mansa...). Sê mais criativo tempo.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Mudou-se
Ah! como são tantos os versos extraviados
Que, não fosse a tristeza inspirar assim como o amor,
Não haveria eu de rabiscar sequer mais uma palavra.
Extraviem-se, apodreçam por ai versos meus.
Hão de assim adubar meus periféricos sentimentos
E florescer-me ao redor das coisas boas.
E se por ventura, seja pelas mãos do acaso ou não,
Me vier devolução de qualquer um (quanta surpresa),
Favor riscar, seja lá quem for, no devido espaço - Mudou-se.
Que, não fosse a tristeza inspirar assim como o amor,
Não haveria eu de rabiscar sequer mais uma palavra.
Extraviem-se, apodreçam por ai versos meus.
Hão de assim adubar meus periféricos sentimentos
E florescer-me ao redor das coisas boas.
E se por ventura, seja pelas mãos do acaso ou não,
Me vier devolução de qualquer um (quanta surpresa),
Favor riscar, seja lá quem for, no devido espaço - Mudou-se.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Na noite em que nada foi obvio ou premeditado
Na noite em que nada foi óbvio ou premeditado
Eu a conheci, óbvia e premeditadamente linda.
Como fiquei, o que senti, como se fosse agora ainda,
Posso dizer sem medo algum de estar sendo precipitado.
Entre tantas pessoas, palavras, música,
Não havia nada além de nós dois e do silêncio
Que participa ao beijo, como se o mundo todo
Cala-se em respeito ao encontro de nossas bocas.
Os abraços que se deram ali pela primeira vez
Pareciam velhos conhecidos que se reencontram,
Encaixaram-se da mais perfeita forma possível
Como se já tivessem moldados a forma um do outro.
E quando cessaram-se os abraços e deram-se as mãos,
Foi então que eu soube, com toda a certeza,
Que não haviam outras mãos que não as suas
E que não havia mais ninguém que não você.
Eu a conheci, óbvia e premeditadamente linda.
Como fiquei, o que senti, como se fosse agora ainda,
Posso dizer sem medo algum de estar sendo precipitado.
Entre tantas pessoas, palavras, música,
Não havia nada além de nós dois e do silêncio
Que participa ao beijo, como se o mundo todo
Cala-se em respeito ao encontro de nossas bocas.
Os abraços que se deram ali pela primeira vez
Pareciam velhos conhecidos que se reencontram,
Encaixaram-se da mais perfeita forma possível
Como se já tivessem moldados a forma um do outro.
E quando cessaram-se os abraços e deram-se as mãos,
Foi então que eu soube, com toda a certeza,
Que não haviam outras mãos que não as suas
E que não havia mais ninguém que não você.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Saber-se apressado
Folhas secas ao pé de uma árvore,
Marcas deixadas pelo outono;
Assim como as folhas eu fiquei também
Espalhado por todos os lados ao pé de uma vida.
Espalhados, eu e elas a desintegrar-se por ai.
Sabia eu, mas elas não, ser o que éramos, estar como estávamos.
Sabiam elas esperar a primavera retornar, mas eu... eu não sabia.
Marcas deixadas pelo outono;
Assim como as folhas eu fiquei também
Espalhado por todos os lados ao pé de uma vida.
Espalhados, eu e elas a desintegrar-se por ai.
Sabia eu, mas elas não, ser o que éramos, estar como estávamos.
Sabiam elas esperar a primavera retornar, mas eu... eu não sabia.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Estarás ainda ai?
Meu olhar que vai ao chão ao ver tua beleza
É a tentativa vã de, por um instante, conter toda a vontade de te ter ao meu lado;
Surpreende-me o brilho que emites, assim, sem que eu espere;
Pega-me com tamanha surpresa, cega-me, perco-me.
Não sei tua voz nem mesmo ao certo quem és,
Nada sei sobre ti.
Meus cães me guiam agora, mas pra onde?
Estarás ainda ai?
É a tentativa vã de, por um instante, conter toda a vontade de te ter ao meu lado;
Surpreende-me o brilho que emites, assim, sem que eu espere;
Pega-me com tamanha surpresa, cega-me, perco-me.
Não sei tua voz nem mesmo ao certo quem és,
Nada sei sobre ti.
Meus cães me guiam agora, mas pra onde?
Estarás ainda ai?
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Habeas corpus
Sabe-se la o que há ao longe,
Assim como me veio você um dia,
Assim como me foi você embora,
Sabe-se la qual é o tempo que demora...
Livre, enquanto o que e por quanto?
Assim como me veio você um dia,
Assim como me foi você embora,
Sabe-se la qual é o tempo que demora...
Livre, enquanto o que e por quanto?
Mas livrai-nos do mal
O tempo, máquina alimentada pelo presente,
Por tudo que é psicológico e belo,
Regurgita em minhas memórias,
E ali, em meio a tudo, você mal mastigada.
Olho os teus pedaços -
Por quantas vezes tentei junta-los?
Você não quis.
Quem vai culpa-la?
Não, eu não.
Os vermes que tanto te repugnam
Decompõe-te aos poucos.
Mais uma cova que se abre,
Mais um túmulo
E eu, que tenho tanto medo de assombração
Rezo e rezo sem parar.
Por tudo que é psicológico e belo,
Regurgita em minhas memórias,
E ali, em meio a tudo, você mal mastigada.
Olho os teus pedaços -
Por quantas vezes tentei junta-los?
Você não quis.
Quem vai culpa-la?
Não, eu não.
Os vermes que tanto te repugnam
Decompõe-te aos poucos.
Mais uma cova que se abre,
Mais um túmulo
E eu, que tenho tanto medo de assombração
Rezo e rezo sem parar.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Viagem II
O que era eu ali, me dividindo no útero materno?
O que fui eu, criança inocente e sapeca?
E o adolescente inquieto, problemático?
O adulto que se desenvolve,
O velho que serei?
Física, fisiologia...
Eu?
O que fui eu, criança inocente e sapeca?
E o adolescente inquieto, problemático?
O adulto que se desenvolve,
O velho que serei?
Física, fisiologia...
Eu?
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Divagações
O que sou eu se não apenas o que eu penso ao meu respeito?
O que é você se não apenas o que eu posso recordar?
Mas ultimamente tenho pensado tanto e andado tão esquecido.
O que eu penso se não apenas aquilo que me parece ser?
O que eu recordo se não apenas o que me restou?
Mas restou tão pouco e tantas coisas tem me parecido.
O que me parece ser se não nada mais do que eu penso?
O que sobrou se não apenas vagas recordações?
Dentro da fração que é o presente, tudo é pensamento e recordação.
O que é você se não apenas o que eu posso recordar?
Mas ultimamente tenho pensado tanto e andado tão esquecido.
O que eu penso se não apenas aquilo que me parece ser?
O que eu recordo se não apenas o que me restou?
Mas restou tão pouco e tantas coisas tem me parecido.
O que me parece ser se não nada mais do que eu penso?
O que sobrou se não apenas vagas recordações?
Dentro da fração que é o presente, tudo é pensamento e recordação.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Só o amor nos inunda
Se derrepente eu te mostrasse o amor que tenho, de uma só vez,
Você veria o quanto é bom querer alguém assim, talvez...
Pois sim, sei q também me ama, mas ama e ponto;
Já eu te amo mais a cada instante em que me encontro.
Ah esses instantes que são tão constantes e sei bem porque:
Qualquer sorriso seu me faz cada vez mais querer você.
E quantas lágrimas já rolaram pelos nossos rostos,
E quanta coisa já rolou, tantos gostos e desgostos,
E quanta base a gente ergueu, e raízes tão profundas,
Que nada mais nos atormenta, só o amor nos inunda.
Você veria o quanto é bom querer alguém assim, talvez...
Pois sim, sei q também me ama, mas ama e ponto;
Já eu te amo mais a cada instante em que me encontro.
Ah esses instantes que são tão constantes e sei bem porque:
Qualquer sorriso seu me faz cada vez mais querer você.
E quantas lágrimas já rolaram pelos nossos rostos,
E quanta coisa já rolou, tantos gostos e desgostos,
E quanta base a gente ergueu, e raízes tão profundas,
Que nada mais nos atormenta, só o amor nos inunda.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Só você me inspira, só você me encanta
Depois da chuva as flores crescem,
O sol renasce, o rio corre mais depressa
E a gente desce navegando.
O tempo é bom, o céu azul;
Sinto passar nos meus cabelos
A brisa leve dos teus dedos
E a gente segue...
-Veja você, olha este barco,
Já viu tão forte embarcação?
-Tenho receio que isto tudo
Não passe de uma mera ilusão.
-Pois veja bem, reme comigo,
Juntos podemos continuar.
-Então meu bem, remo contigo,
Até o mundo se acabar.
E a gente segue...
O sol renasce, o rio corre mais depressa
E a gente desce navegando.
O tempo é bom, o céu azul;
Sinto passar nos meus cabelos
A brisa leve dos teus dedos
E a gente segue...
-Veja você, olha este barco,
Já viu tão forte embarcação?
-Tenho receio que isto tudo
Não passe de uma mera ilusão.
-Pois veja bem, reme comigo,
Juntos podemos continuar.
-Então meu bem, remo contigo,
Até o mundo se acabar.
E a gente segue...
quarta-feira, 4 de junho de 2008
O meu amor próprio
Apaixonei-me pelo amor próprio
E eis que coisa mais estranha:
Me faz querer quem não merece!
Um velho e conhecido abraço,
Um beijo que signifique algo:
O meu amor próprio?
Morra de fome e vá pro diabo...
E eis que coisa mais estranha:
Me faz querer quem não merece!
Um velho e conhecido abraço,
Um beijo que signifique algo:
O meu amor próprio?
Morra de fome e vá pro diabo...
domingo, 1 de junho de 2008
Relação
Antes de ver teu lado negro eu vi tua luz,
Por isso me perdi tão facilmente
Por entre as trevas do teu ser quando surgiram.
Bem antes de ver a luz eu já te amava,
Por isso que ao ver-te, assim tão linda,
Pareceu-me conhecer-te a varias vidas.
Antes de amar, antes de tudo,
Eu era um átomo...
E foi então que eu decidi por me ligar.
Por isso me perdi tão facilmente
Por entre as trevas do teu ser quando surgiram.
Bem antes de ver a luz eu já te amava,
Por isso que ao ver-te, assim tão linda,
Pareceu-me conhecer-te a varias vidas.
Antes de amar, antes de tudo,
Eu era um átomo...
E foi então que eu decidi por me ligar.
domingo, 25 de maio de 2008
Bagunça
Existem coisas que eu sou
E coisas que carrego comigo,
E por ser assim, tão difícil de enxergar,
O que sou eu fica escondido,
E o que carrego... preciso achar.
E coisas que carrego comigo,
E por ser assim, tão difícil de enxergar,
O que sou eu fica escondido,
E o que carrego... preciso achar.
domingo, 6 de abril de 2008
O que me diz respeito
Seria tua linda boca?
Seriam teus lindos olhos?
Tua... teus... não minha... não meus.
O que me é de direito
É justamente aquilo
Que não lhe diz respeito.
Pois então...
Minha vida, como posso viver,
Meu riso, como transparecer,
Se isso lhe diz respeito?
Minha tristeza lhe diz respeito,
Por que não a levaste?
Por que ela e somente ela me deixaste?
Seriam teus lindos olhos?
Tua... teus... não minha... não meus.
O que me é de direito
É justamente aquilo
Que não lhe diz respeito.
Pois então...
Minha vida, como posso viver,
Meu riso, como transparecer,
Se isso lhe diz respeito?
Minha tristeza lhe diz respeito,
Por que não a levaste?
Por que ela e somente ela me deixaste?
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Meu Amor
Faço-te, meu amor,
Convenço-me
-E me convenço rápido;
Desfaço-te, meu amor,
Desconvenço-me,
Mas demoro... demoro... demoro...
Convenço-me
-E me convenço rápido;
Desfaço-te, meu amor,
Desconvenço-me,
Mas demoro... demoro... demoro...
quarta-feira, 26 de março de 2008
Abstração
Quanto mais nos desencontramos,
Mais eu te imagino e
Menos real você me é.
Quanto menos real você me é,
Mais real me é o que eu imagino sobre ti.
E se por ventura me apaixonar por quem não és?
Mais eu te imagino e
Menos real você me é.
Quanto menos real você me é,
Mais real me é o que eu imagino sobre ti.
E se por ventura me apaixonar por quem não és?
segunda-feira, 24 de março de 2008
Ah!
Que sei eu sobre você?
Bem dizer, nada!
E ainda sim, bendizer-te seria fácil!
Que sei eu sobre o que me causa?
Bem dizer, tudo!
E ainda sim, há de se relevar o imprevisível.
Ah! você... Ah! o imprevisível...
Quem sabe por um desses quartos a gente não se tranque
E perca a chave.
Bem dizer, nada!
E ainda sim, bendizer-te seria fácil!
Que sei eu sobre o que me causa?
Bem dizer, tudo!
E ainda sim, há de se relevar o imprevisível.
Ah! você... Ah! o imprevisível...
Quem sabe por um desses quartos a gente não se tranque
E perca a chave.
terça-feira, 4 de março de 2008
Nós
Tenho rancores de coisas que nem sequer aconteceram ainda e que talvez nem aconteçam.
As vezes sinto como se meus amigos mais íntimos me fossem meros desconhecidos.
Há dias em que meus olhos, mesmo que abertos, apagam-se.
Meus amores sempre se dissolvem em águas cristalinas.
Minha vida... nem sei se é realmente minha.
Estar certo, estar errado, paradigmas que se interceptam;
Opiniões no contraste entre a luz e o breu;
Quem nada vê está errado?
Certo está quem vê em claridade?
O ponto intermediário somente confunde-se?
Se você fosse um rio, já teria assoreado.
A cada curva, perde-se,
A cada ladeira, desiste.
Perde-se no escuro e pensa ser o próprio breu;
Vê-se em claridade, pensa ser o sol;
E eu nessa sua noite ensolarada me confundo,
E ao observar suas águas
Fico a imaginar o que me aguarda;
Definem-me o desvario:
Tenho rancores de coisas que nem sequer aconteceram ainda e que talvez nem aconteçam.
As vezes sinto como se meus amigos mais íntimos me fossem meros desconhecidos.
Há dias em que meus olhos, mesmo que abertos, apagam-se.
Meus amores sempre se dissolvem em águas cristalinas.
Minha vida... nem sei se é realmente minha.
As vezes sinto como se meus amigos mais íntimos me fossem meros desconhecidos.
Há dias em que meus olhos, mesmo que abertos, apagam-se.
Meus amores sempre se dissolvem em águas cristalinas.
Minha vida... nem sei se é realmente minha.
Estar certo, estar errado, paradigmas que se interceptam;
Opiniões no contraste entre a luz e o breu;
Quem nada vê está errado?
Certo está quem vê em claridade?
O ponto intermediário somente confunde-se?
Se você fosse um rio, já teria assoreado.
A cada curva, perde-se,
A cada ladeira, desiste.
Perde-se no escuro e pensa ser o próprio breu;
Vê-se em claridade, pensa ser o sol;
E eu nessa sua noite ensolarada me confundo,
E ao observar suas águas
Fico a imaginar o que me aguarda;
Definem-me o desvario:
Tenho rancores de coisas que nem sequer aconteceram ainda e que talvez nem aconteçam.
As vezes sinto como se meus amigos mais íntimos me fossem meros desconhecidos.
Há dias em que meus olhos, mesmo que abertos, apagam-se.
Meus amores sempre se dissolvem em águas cristalinas.
Minha vida... nem sei se é realmente minha.
Se
Eu me perco na velocidade do tempo...
Serei eu lerdo de mais por estar voltando
Ou corro a favor e estou rápido de mais?
E se fosse eu o próprio tempo, voltaria
Ou correria mais e mais pra ver onde é que tudo isso vai dar?
Se eu fosse um relógio, simples e objetivo, marcando horas...
Se eu fosse apenas o ponteiro, a engrenagem, o algarismo...
Seria eu, mas não.
E sou o q então?
Serei eu lerdo de mais por estar voltando
Ou corro a favor e estou rápido de mais?
E se fosse eu o próprio tempo, voltaria
Ou correria mais e mais pra ver onde é que tudo isso vai dar?
Se eu fosse um relógio, simples e objetivo, marcando horas...
Se eu fosse apenas o ponteiro, a engrenagem, o algarismo...
Seria eu, mas não.
E sou o q então?
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Pobre de mim
Errar é humano, e eu, pobre de mim, humano.
Perdoar é mais que humano, e você, pobre de mim, humana.
Perdoar é mais que humano, e você, pobre de mim, humana.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
O começo de toda inspiração
"Desejei-te intensamente desde o primeiro momento em que o azul dos teus olhos penetrou os meus e me tocou a alma.
Azul perfeito, capaz de fazer o céu se esconder por trás de nuvens escuras de tristeza; e as mais límpidas águas do oceano se turvarem de inveja;
Capaz de tocar minha alma como se fosse com as mãos e num breve piscar, transformar o meu mundo em trevas.
Fechou seus olhos por um segundo e me perdi por completo. Abriu-os novamente e os uniu ao teu sorriso inigualável, resultado: minha vida tornou-se a sua . O meu sorriso, o seu. Encontro-me completa e loucamente apaixonado, pois também, caso contrario, não estaria eu aqui as 02:20 da manha tentando passar em palavras que imortalizem e resumam o começo de uma longa historia."
André Ucci - Não muito contente mas um tanto satisfeito por saber que seria impossivel passar em palavras tudo que sinto, tudo que você representa e é.
Azul perfeito, capaz de fazer o céu se esconder por trás de nuvens escuras de tristeza; e as mais límpidas águas do oceano se turvarem de inveja;
Capaz de tocar minha alma como se fosse com as mãos e num breve piscar, transformar o meu mundo em trevas.
Fechou seus olhos por um segundo e me perdi por completo. Abriu-os novamente e os uniu ao teu sorriso inigualável, resultado: minha vida tornou-se a sua . O meu sorriso, o seu. Encontro-me completa e loucamente apaixonado, pois também, caso contrario, não estaria eu aqui as 02:20 da manha tentando passar em palavras que imortalizem e resumam o começo de uma longa historia."
André Ucci - Não muito contente mas um tanto satisfeito por saber que seria impossivel passar em palavras tudo que sinto, tudo que você representa e é.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Eterno Oceano
Corria tranquilo, era raso, turvo e sem vida.
Pedras surgem, o horizonte se acaba
E eu me derramo de alto a baixo do precipício.
Enquanto flutuo, grito: - oque será de mim?
E o estrondo ensurdecedor me avisa:
- Serás o que tiver que ser!
Atordoado, lentamente volto ao curso.
A vida ressurge, me aprofundo.
Já não sigo mais o rumo das pedras,
Elas tentam me seguir, e afundam, e ficam pra trás.
Ao fim do curso, eis que você surge.
Mergulho em ti e nos tornamos um só oceano...
Eterno oceano...
Pedras surgem, o horizonte se acaba
E eu me derramo de alto a baixo do precipício.
Enquanto flutuo, grito: - oque será de mim?
E o estrondo ensurdecedor me avisa:
- Serás o que tiver que ser!
Atordoado, lentamente volto ao curso.
A vida ressurge, me aprofundo.
Já não sigo mais o rumo das pedras,
Elas tentam me seguir, e afundam, e ficam pra trás.
Ao fim do curso, eis que você surge.
Mergulho em ti e nos tornamos um só oceano...
Eterno oceano...
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Feliz Ano Novo
É meu amigo, minha saudade não é maior que a tua, nem que eu quisesse que fosse,
entretanto, da minha eu sou o único culpado e você, apenas sente na pele
os pesares inevitáveis da vida (ele não tem mais presente o pai e eu, uma namorada).
Saudade e culpa andando de mão entrelaçadas não é boa coisa; dói, desorienta,
deixa um homem temporariamente, ou mais, fora dos eixos.
Aprende-se errando, é simples, mas penso eu que ao final da vida serei dos homens mais
sábios do mundo e dos mais solitários também!?
Me sentiria péssimo se um erro tal qual o meu fosse dirigido a mim. Pois bem, pensaria eu, onde diabos eu errei?, e estaria certo de que fui responsável também. Já não somos mais crianças atirando pedras em passarinhos, sabemos o que fazemos. E se algo acontece é porque outro algo o levou a acontecer. Combinação de fatores, erro iminente. Poderia ter me controlado, feito a coisa mais inteligente e veja, sairia como herói. Em um casal imaturo, ou aprende-se a perdoar e passar pelos erros juntos, ou passa-se adiante e comete um outro
(ou o mesmo) erro com o próximo que vier.
Por mais que um relacionamento seja difícil, não se pode generaliza-lo somente a problemas.
Sorrisos encobertos, noites de amor esquecidas - tão mais fácil assim, mas é mentira descarada, é o que quer se fazer acreditar, mera ilusão.
Perdoei a tudo quanto foi desavença contra mim e quando mais precisei de perdão, me foi negado.
Começo meu ano assim, com esse breve texto, que expressa e recorda dias difíceis pra mim.
Dias melhores hão de vir, problemas maiores também virão. Resta-nos saber levar com calma, sensatez e tudo dará certo. Finalizo meus dias de vilão, serei sempre o herói agora.
entretanto, da minha eu sou o único culpado e você, apenas sente na pele
os pesares inevitáveis da vida (ele não tem mais presente o pai e eu, uma namorada).
Saudade e culpa andando de mão entrelaçadas não é boa coisa; dói, desorienta,
deixa um homem temporariamente, ou mais, fora dos eixos.
Aprende-se errando, é simples, mas penso eu que ao final da vida serei dos homens mais
sábios do mundo e dos mais solitários também!?
Me sentiria péssimo se um erro tal qual o meu fosse dirigido a mim. Pois bem, pensaria eu, onde diabos eu errei?, e estaria certo de que fui responsável também. Já não somos mais crianças atirando pedras em passarinhos, sabemos o que fazemos. E se algo acontece é porque outro algo o levou a acontecer. Combinação de fatores, erro iminente. Poderia ter me controlado, feito a coisa mais inteligente e veja, sairia como herói. Em um casal imaturo, ou aprende-se a perdoar e passar pelos erros juntos, ou passa-se adiante e comete um outro
(ou o mesmo) erro com o próximo que vier.
Por mais que um relacionamento seja difícil, não se pode generaliza-lo somente a problemas.
Sorrisos encobertos, noites de amor esquecidas - tão mais fácil assim, mas é mentira descarada, é o que quer se fazer acreditar, mera ilusão.
Perdoei a tudo quanto foi desavença contra mim e quando mais precisei de perdão, me foi negado.
Começo meu ano assim, com esse breve texto, que expressa e recorda dias difíceis pra mim.
Dias melhores hão de vir, problemas maiores também virão. Resta-nos saber levar com calma, sensatez e tudo dará certo. Finalizo meus dias de vilão, serei sempre o herói agora.
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