José, morra de inveja
E agora, André?
A festa não acabou (e nem vai acabar),
a luz não apagou (e nem vai apagar),
o povo ainda esta aqui (não tem hora pra ir),
faz um calor de rachar (é verão),
e agora, André?
e agora, eu mesmo?
No meio do caminho meu
No meio do caminho tinha uma festa
tinha uma festa no meio do caminho
tinha uma festa
no meio do caminho tinha uma festa.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de meus ouvidos tão fatigados.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma festa
tinha uma festa no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma festa.
Quadrilha menor
André amava Ele próprio que amava Ele mesmo
que se amava também
André foi pra todos os cantos, Ele próprio saiu para vida,
Ele mesmo andou pelo mundo e se casou com uma linda mulher
que ainda não tinha entrado na história.
domingo, 26 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Olhares
Olhei a janela e observei ângulos retos,
e a cortina, de um tecido alemão, estava presa ao meio.
Olhei pra fora, carros, motos, caminhões,
pessoas, pessoas e pessoas que passavam.
Olhei pra dentro, a tv que consumia kilowats
e o jornal que predizia o tempo.
Fechei os olhos e me lembrei do sorriso dela,
linda, linda, linda...
Abri os olhos, olhei a janela e obervei ângulos retos...
e a cortina, de um tecido alemão, estava presa ao meio.
Olhei pra fora, carros, motos, caminhões,
pessoas, pessoas e pessoas que passavam.
Olhei pra dentro, a tv que consumia kilowats
e o jornal que predizia o tempo.
Fechei os olhos e me lembrei do sorriso dela,
linda, linda, linda...
Abri os olhos, olhei a janela e obervei ângulos retos...
terça-feira, 14 de outubro de 2008
¿?
Meu coração nada mais é que o encontro de duas interrogações opostas;
Duas faces onde uma ainda és tu que tomas conta e a outra
É o mundo inteiro que preenche.
Que pode contra ti o mundo se sozinha ainda ocupas a metade do meu ser?
Que há no mundo que possa irromper em teu lado e expulsar-te?
Duas faces onde uma ainda és tu que tomas conta e a outra
É o mundo inteiro que preenche.
Que pode contra ti o mundo se sozinha ainda ocupas a metade do meu ser?
Que há no mundo que possa irromper em teu lado e expulsar-te?
Destino tour
-Pare aqui!, gritava eu, já nervoso por não ver meu pedido atendido de início; gritava a horas.
-Mas o senhor até agora estava calado, disse ele, com uma expressão confusa; não estava entendendo nada.
Calei-me. Quem agora estava confuso era eu. Jurava ter gritado durante muito tempo, até o fôlego me faltava. Estaria eu delirando?
Ele parou.
Olhei ao redor e vi que não era ali o meu destino. Respirei fundo e disse:
-Segue!
E ele seguiu.
-Mas o senhor até agora estava calado, disse ele, com uma expressão confusa; não estava entendendo nada.
Calei-me. Quem agora estava confuso era eu. Jurava ter gritado durante muito tempo, até o fôlego me faltava. Estaria eu delirando?
Ele parou.
Olhei ao redor e vi que não era ali o meu destino. Respirei fundo e disse:
-Segue!
E ele seguiu.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Alusão a um príncipe não muito grande
"Uma vez ou outra a gente se distrai e basta isso! Esqueceu uma noite a redoma de vidro ou o carneiro saiu de mansinho, sem que fosse notado..."
Eis o que sucedeu.
Eis o que sucedeu.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Vestígios
Vejo aqui os vestígios do que foi um dia,
As árvores cortadas e os vasos quebrados,
As flores pisadas e a fonte que jaz seca, caída, esquecida.
O mato que toma conta é a única coisa que ainda tem vida,
Mesmo eu que ali estou, nada mais sou
Que algo que jaz também,
Mais seco, mais morto e mais esquecido que a própria fonte.
Que fez com tua parte? Incendiou e mudou-se.
Agora colhe teus frutos em outro lugar.
Será teu amor um amor primitivo
Ou nada mais és que vulgar?
De que me vale indagar tanto isso ainda?
Ainda não sei... E eu?
E eu ali esquecido, que um raio me parta,
Que o fogo consuma meu corpo e me faça pó;
E quando não houver mais vestígios de mim,
Que se mude o jardim e ache outra pessoa.
As árvores cortadas e os vasos quebrados,
As flores pisadas e a fonte que jaz seca, caída, esquecida.
O mato que toma conta é a única coisa que ainda tem vida,
Mesmo eu que ali estou, nada mais sou
Que algo que jaz também,
Mais seco, mais morto e mais esquecido que a própria fonte.
Que fez com tua parte? Incendiou e mudou-se.
Agora colhe teus frutos em outro lugar.
Será teu amor um amor primitivo
Ou nada mais és que vulgar?
De que me vale indagar tanto isso ainda?
Ainda não sei... E eu?
E eu ali esquecido, que um raio me parta,
Que o fogo consuma meu corpo e me faça pó;
E quando não houver mais vestígios de mim,
Que se mude o jardim e ache outra pessoa.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Tempo
Ah esse tempo estranho que insiste em imitar-me (frente fria, chuva mansa...). Sê mais criativo tempo.
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