Quando tudo anda em sintonia, nem a vida
se percebe.
Se batem a porta do meu quarto
no mesmo ritmo em que a música que alta toca,
não os ouço.
Se descompassam as batidas,
mesmo que fracas, evidenciam-se.
É melhor viver seguindo ondas perfeitas
até esquecer que se navega
ou melhor é torcer para que batam a porta
um descompasso (proposital ou errante)
e nos evidenciem a vida?
Quando seguimos apenas em sintonia,
sempre cabe um vazio inexplicavel a inflamar o peito.
Quando o descompasso é grande
e a vida se torna nua e clara aos olhos, tanto que de mais,
a morte sorri como alternativa -
não sabemos lidar com a vida em evidência máxima,
nossos sentidos não suportam.
Ao que pretende ultrapassar os navios e o próprio mar,
alçar vôo, quebrar o padrão das ondas e até transcende-las
- quanto risco corre esse, mas entretanto, quanta vida lhe corre.
Ao que segue apenas, forçosamente ou sem se dar conta,
a cega sintonia, o único risco que corre é o da linha do tempo - corre-lhe a vida.
terça-feira, 28 de julho de 2009
domingo, 26 de julho de 2009
Lei de talião
Colheria flores em casas alheias,
roubaria poemas de vários poetas
e daria-lhe, mas seria justo?
Justo...
Você roubou meu coração
e isso é justo?
Precipitou-se em leva-lo
antes mesmo que eu sugerisse uma troca.
Levou...
Meu sangue agora corre
sem sentido algum,
segue inseguro.
Meu último grito é por justiça:
olho por olho, dente por dente
e coração por coração.
roubaria poemas de vários poetas
e daria-lhe, mas seria justo?
Justo...
Você roubou meu coração
e isso é justo?
Precipitou-se em leva-lo
antes mesmo que eu sugerisse uma troca.
Levou...
Meu sangue agora corre
sem sentido algum,
segue inseguro.
Meu último grito é por justiça:
olho por olho, dente por dente
e coração por coração.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Espetáculo e Platéia
Era tanta a solidão que um Grilo e sua apresentação sonora,
a princípio, me pareceu companhia agradável;
Mas todo mundo já conhece a repetida história que Ele canta.
Praga maldita!
Dedetizei a mente e o espetáculo cessou.
Solidão até que era,
Mas que importa?
Antes isso que um efêmero deletério repetitivo
A me desgastar o tempo
E o sossego;
Uma companhia que me tira a minha própria.
Andei me notando
E só pude quando me vi mais que um ser só,
Mais que um, só,
Me vi mais...
Agora eu sou espetáculo e platéia;
Sou, somos e todo o mais é a mais.
a princípio, me pareceu companhia agradável;
Mas todo mundo já conhece a repetida história que Ele canta.
Praga maldita!
Dedetizei a mente e o espetáculo cessou.
Solidão até que era,
Mas que importa?
Antes isso que um efêmero deletério repetitivo
A me desgastar o tempo
E o sossego;
Uma companhia que me tira a minha própria.
Andei me notando
E só pude quando me vi mais que um ser só,
Mais que um, só,
Me vi mais...
Agora eu sou espetáculo e platéia;
Sou, somos e todo o mais é a mais.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Infância desenfreada
Na beira da estrada que cortava a cidade
Brincavam as crianças.
As placas alertavam os devidos cuidados a tomar:
Devagar! Atenção! Obstáculos!
Mas não eram para a infância
(que ali corria mais que tudo em sua estrada sem volta),
Eram só para os carros
E somente eles é que passaram mais serenos.
Brincavam as crianças.
As placas alertavam os devidos cuidados a tomar:
Devagar! Atenção! Obstáculos!
Mas não eram para a infância
(que ali corria mais que tudo em sua estrada sem volta),
Eram só para os carros
E somente eles é que passaram mais serenos.
domingo, 5 de julho de 2009
Conclusões de Domingo
Que diria eu se me perguntassem hoje
o que é a vida terrena ?
-É uma mera parada para comer, comer, comer...
um pitstop do "existir", daquilo que era
pra'quilo que há de vir.
o que é a vida terrena ?
-É uma mera parada para comer, comer, comer...
um pitstop do "existir", daquilo que era
pra'quilo que há de vir.
...
Manter próximos aqueles que de nada servem
Só por mero parâmetro de controle.
Observar a cobra da ignorância que se auto devora
Por não saber diferenciar o próprio rabo do alheio.
E por ai vai...
Só por mero parâmetro de controle.
Observar a cobra da ignorância que se auto devora
Por não saber diferenciar o próprio rabo do alheio.
E por ai vai...
Dostoiévski avesso
Quanto menos aprecio uma pessoa em particular, mais gosto da humanidade em geral.
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