terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Previsões

Pobre blog,
Pobre blog triste,
O que será de você agora
Sabendo que o amor dela ainda existe?
Acostume-se de novo
A felicidade que te espera,
Já não negro como antes,
Toda branca a nova era.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Para ser além

Escrevo e quando posso, digo.
Ao morrer viverei ainda assim em cada um que com palavras eu pude tocar, sob qualquer forma de sentimento que ainda existir.

Meu caro

Dos que surpreendem, ali você, meu caro.
Amigos estranhos, diferentes e tão parecidos, amigos acima de erros corriqueiros e normais, amigos acima de qualquer distancia física ou psicológica, amigos.
Dos que surpreendem, ali você, meu caro.
Dos que caminham, não param e não tarda, vencem;
Dos que fazem muita gente engolir palavras, ofensas e que assim permanecerá.
Você, meu caro.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O poeta e o planeta

Dizia eu:

-É como se eu fosse um planeta e em mim vivesse um pequeno poeta.

Fala o planeta por entre raios e trovoadas, grita!!
Amansa, sossega e canta a brisa leve por entre as árvores.
Deitado, debaixo de um pé cheio de folhas, chora baixo o poetinha se indagando como pode o mundo ser assim tão imprevisível.

Dizia ele:

-É como se eu fosse um poeta
Que vive num mundo hostil,
Fosse outra coisa, não fosse poeta,
Já teria eu morrido de fome ou de frio.
Por aqui é assim, se inventa
Tudo que se pode e que não é.
Por nada ser inventei tudo menos o nome,
Desde sempre o mesmo, André.
Gira em torno de não sei que eixo,
Também não sei quantos são seus rios,
Ainda novos todos eles,
Ainda um tanto quanto vazios.

Dizia eu:

-Ah!, pobre poeta,
Quantas lágrimas suas ainda irão rolar
Para que me encha os secos rios?
Quantos risos ainda ira ter que forçar
Para vencer todos os meus desafios?