segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Distante amor!

Como a lua, via-te.
E os teus defeitos
e tua beleza, me eram claros.
Cismara em brilhar além das noites,
surgias de dia,
ofuscava-te, confundia-me:
-Lua insensata?
Perdera o sentido.
Cansara-te, cansara-me.
Desencontramo-nos. Perdemo-nos.


Hoje eu me encontro em dias nublados,
em noites sem lua,
iludindo-me com o brilho de estrelas que
talvez nem existam mais.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Adultos e Crianças

Será que sonhei que quando criança
Queria ser baterista ou dj?
Ou será que é a criança que sonha
Com esse adulto em que eu me tornei?
Adulto covarde, criança inocente, uma coisa é certa: estão ligados de uma maneira ou outra; unidos pelo sonho e pela vida.
Se é o adulto que sonha, vê a pureza que teve, fonte de sua coragem inocente, perdida por entre as ruas, arrancada, como a bolsa de uma senhora que caminha de volta pra casa; meus sonhos são caros de mais para um adulto covarde; minha coragem era o que a velha senhora carregava na bolsa, a quantia exata pra pagar pra ver tudo que quisesse.
Se é a criança que sonha, é valente de mais pra lutar por um sonho simples e inocente de mais pra lutar por um muito complexo; não entende os males da vida e por entre as ruas haveria de se perder rapidamente; sequestrada, atormentada, traumatizada, esvaziada como um saco de areia virado de cabeça pra baixo; perdera os sonhos pro mundo também.

Desilusão

Por saber que nossas mãos nao mais se irão tocar,
E que nossos beijos ficaram por meras lembranças,
Penso na vida quase sem esperanças
De um dia sorrir novamente e amar

A ilusão que eu tenho é covarde de mais
Insiste em querer me causar desalento
O sonho que eu tive voou com o vento
E o amor que eu tive, ficou para tras

Sonhei que tinha você e sentia real
Sonhei que o amor entre nós era lindo
Acordei e a solidão estava me sorrindo