quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O poeta e o planeta

Dizia eu:

-É como se eu fosse um planeta e em mim vivesse um pequeno poeta.

Fala o planeta por entre raios e trovoadas, grita!!
Amansa, sossega e canta a brisa leve por entre as árvores.
Deitado, debaixo de um pé cheio de folhas, chora baixo o poetinha se indagando como pode o mundo ser assim tão imprevisível.

Dizia ele:

-É como se eu fosse um poeta
Que vive num mundo hostil,
Fosse outra coisa, não fosse poeta,
Já teria eu morrido de fome ou de frio.
Por aqui é assim, se inventa
Tudo que se pode e que não é.
Por nada ser inventei tudo menos o nome,
Desde sempre o mesmo, André.
Gira em torno de não sei que eixo,
Também não sei quantos são seus rios,
Ainda novos todos eles,
Ainda um tanto quanto vazios.

Dizia eu:

-Ah!, pobre poeta,
Quantas lágrimas suas ainda irão rolar
Para que me encha os secos rios?
Quantos risos ainda ira ter que forçar
Para vencer todos os meus desafios?

Um comentário:

thamis disse...

O importante é acreditar no poetinha em si. A cada dia ele cresce e se torna mais fácil dar razão a ele.
Deixa que chore, que ria, que force ou seja verdadeiro. Ele te assegura a vida sobre todas as coisas.
Azar daquele que não tem um poeta em si.