terça-feira, 16 de setembro de 2008

Na noite em que nada foi obvio ou premeditado

Na noite em que nada foi óbvio ou premeditado
Eu a conheci, óbvia e premeditadamente linda.
Como fiquei, o que senti, como se fosse agora ainda,
Posso dizer sem medo algum de estar sendo precipitado.

Entre tantas pessoas, palavras, música,
Não havia nada além de nós dois e do silêncio
Que participa ao beijo, como se o mundo todo
Cala-se em respeito ao encontro de nossas bocas.

Os abraços que se deram ali pela primeira vez
Pareciam velhos conhecidos que se reencontram,
Encaixaram-se da mais perfeita forma possível
Como se tivessem moldados a forma um do outro.

E quando cessaram-se os abraços e deram-se as mãos,
Foi então que eu soube, com toda a certeza,
Que não haviam outras mãos que não as suas
E que não havia mais ninguém que não você.

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