Tenho rancores de coisas que nem sequer aconteceram ainda e que talvez nem aconteçam.
As vezes sinto como se meus amigos mais íntimos me fossem meros desconhecidos.
Há dias em que meus olhos, mesmo que abertos, apagam-se.
Meus amores sempre se dissolvem em águas cristalinas.
Minha vida... nem sei se é realmente minha.
Estar certo, estar errado, paradigmas que se interceptam;
Opiniões no contraste entre a luz e o breu;
Quem nada vê está errado?
Certo está quem vê em claridade?
O ponto intermediário somente confunde-se?
Se você fosse um rio, já teria assoreado.
A cada curva, perde-se,
A cada ladeira, desiste.
Perde-se no escuro e pensa ser o próprio breu;
Vê-se em claridade, pensa ser o sol;
E eu nessa sua noite ensolarada me confundo,
E ao observar suas águas
Fico a imaginar o que me aguarda;
Definem-me o desvario:
Tenho rancores de coisas que nem sequer aconteceram ainda e que talvez nem aconteçam.
As vezes sinto como se meus amigos mais íntimos me fossem meros desconhecidos.
Há dias em que meus olhos, mesmo que abertos, apagam-se.
Meus amores sempre se dissolvem em águas cristalinas.
Minha vida... nem sei se é realmente minha.
terça-feira, 4 de março de 2008
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