Num mundo que por si só é um barulhento papel em branco, cismei em querer ser pintor, poeta...
De pequeno já pessimista inconsciente, desenhava uma estrada de difícil acesso, toda cheia de curvas, que dava numa casa minúscula com chaminé.
Não havia chegado energia ainda, talvez nunca chegasse, não havia coordenadas que localizassem aquele lugar no planeta, não havia telefone, nem vizinhos, plantações, saneamento, fonte de água...
No chão eu, magro, muito magro (também pudera). Nada em mente, nada em mim, verticalmente breve.
No céu o sol que ria despreocupado; urubus voavam, eram os únicos sábios ali.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
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