Dispendi miséria de tempo para fazer o que há de melhor em mim
E tempo de mais para fazer o que sobra, aos montes e montes - e já não me cabem.
Ainda por cima, e sei lá porque, afixei uma bandeira no topo
disso tudo, destacando a conquista do nada, do nulo.
Aterrem-me!
Prepotência, a minha, também, dizer que dispendi tempo algum a algo, como se fosse meu o tempo, como se tivesse sob meu domínio de maneira física e eu pudesse usá-lo em pitadas que temperassem as coisas. Pretensão, hiper-pretensão.
E o agora, já hipertenso de tantas pitadas de tempo mal gastas - pitadas fictícias de tempo - em tanta coisa sem sabor, que só me afinaram os instântes e me causam enorme mal-estar...
E o agora é isso tudo que parece.
Mas é tanta ficção, tanta imagem, tanta imaginação - devo estar morto.
Enterrem-me!
quarta-feira, 18 de maio de 2011
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