Não sou ar, nem sol, nem água;
Quem me dera eu fosse terra
E uma flor me percebesse
Como coisa interessante.
Mas sou tanta coisa e nada,
Sou o ser sábio que erra,
Quem me dera eu fosse terra
E uma flor me percebesse
Como coisa interessante.
Mas sou tanta coisa e nada,
Sou o ser sábio que erra,
Sou o nada abundante
Que em si mesmo se encerra.

Nenhum comentário:
Postar um comentário