segunda-feira, 26 de julho de 2010

O real

Hoje o dia não nasceu;
repetiu-se o ontem, o mesmo sol já desbotado
iluminando as mesmas coisas.
Ficou no ar uma história mal contada.

Que tempo é esse que é tempo nenhum
e a eternidade toda?
Estou atrasado e a impotência me tira a pressa.
Deito-me sobre a angústia e
enquanto ela me afaga eu pego no sono.

O sono, ah!!
Sem sonhos, calado...
Enfim algo real, que somente o silêncio é real.

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